quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Comboios de Livros Fotografias de Duarte Belo




21 Outubro a 31 Dezembro Sala de exposições do piso 1 Entrada livreHorário: 2ª a 6ª feira das 13h às 19h Sábado das 10h às 17h



No ano em que se completam 40 anos de vida da Biblioteca Nacional no actual edifício do Campo Grande, Duarte Belo mostra imagens da casa e dos livros, dos seus movimentos, formas e cores...A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos. Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.
“Não é por acaso que a gíria da Biblioteca coloca os livros em 'comboios': a metáfora traduz como nenhuma outra o conceito físico da arrumação sistemática em grandes unidades colectivas ligadas em linha. Mas também simboliza, no melhor que a imaginação pode produzir, um mundo de ideias de movimento, viagem, partida, chegada, descoberta de novas paisagens, despedidas e reencontros... Cada 'comboio de livros' é, em si, uma promessa de múltiplos itinerários - em cada livro e para cada leitor – em diferentes eras, contextos, ocasiões. Mas o comboio é, também, representante de uma época de modernidade que, ainda presente, já é passado. Hoje, numa lógica de viajar completamente diferente, a Internet perturba o conceito secular de Biblioteca como organização alinhada, e em terra firme. Ultrapassando a fisicalidade do papel, transporta-nos para um universo de informação digital transmitida à velocidade da luz, onde – também não por acaso – viajamos, mas navegando. Saímos da dimensão contida de cada povoado, de cada cidade, de cada país, de cada continente, para mares onde se misturam as nações e as línguas, a uma escala planetária em que todos nos encontramos precariamente ligados. Também eles presentes nesse universo fluido, sem tempo nem espaço, os livros continuam, no entanto, a ser idealizados, impressos, distribuídos, disseminados e a ter um lugar à sua espera em qualquer carruagem de um 'comboio de livros' da Biblioteca.”
In : Comboios de Livros /Duarte Belo, Maria Inês Cordeiro. Lisboa: Assírio & Alvim; BNP, 2009, pág. 13.
Esta iniciativa – compreendendo a exposição e a edição - contou com o generoso apoio mecenático da empresa Hagen, adjudicatária da Obra de Ampliação e Remodelação da Torre de Depósitos da Biblioteca Nacional de Portugal, e da Fundação EDP.




Celebrando… J. Haydn (1732-1809)
EXPOSIÇÃO 1 de Outubro – 15 de Novembro Galeria Piso Principal Entrada livre

Iniciativa integrada no Programa Música na Biblioteca, com a colaboração do Teatro Nacional de São Carlos e o apoio da Antena 2.
se quer procurar mais vá a : http://www.google.com/ ou em http://www.bnportugal.pt/ ou em http://margarida-bibliotecaescolar.blogspot.com
Nascido no seio de uma humilde familia austríaca, na vila de Rohrau, Joseph Haydn cedo revelou o seu talento musical e, com apenas seis anos de idade, seguiu para Viena onde recebeu instrução e estudou cravo e violino. Dois anos mais tarde integrou o coro de meninos da Catedral de Santo Estêvão, que teve de abandonar quando mudou de voz, aos 17 anos. Para sobreviver, deu aulas de cravo e tocou órgão e violino em igrejas e capelas privadas. Durante esse período conheceu o poeta e libretista da corte imperial, Pietro Metastasio e também o napolitano Niccolò Porpora, compositor de ópera e professor de canto, de quem apreendeu o conhecimento e recursos para a composição vocal no estilo italiano. Em 1759 foi nomeado director musical da câmara do conde Karl von Morzin, da Boémia, e em 1761 é contratado pelo príncipe Paul Anton Esterházy como mestre de capela assistente, tornando-se titular do cargo em 1766, com a morte de seu antecessor, tendo então como patrono o príncipe Nicolaus, um grande amante de música. Na condição de músico da importante família Esterházy, desenvolveu a maior parte da sua carreira, entre Eisenstadt e Viena, compondo música para as festas e recepções da corte.
A vida de Haydn tomaria um novo rumo no ano de 1790: à morte do príncipe Nicolaus, sucedeu Paul Anton II que, não tendo grande interesse por música, permitiu a Haydn aceitar a oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon para ir a Inglaterra e reger suas novas sinfonias com uma grande orquestra. As duas viagens, em 91 e 94, foram um sucesso e renderam algumas das mais famosas obras de Haydn, conhecidas como as “Sinfonias Salomon” ou “Sinfonias de Londres”.
Haydn regressa a Viena em 1795 como um homem rico com uma reputação internacional sem precedentes. Volta à corte da família Esterházy e dedica-se neste período essencialmente à composição de obras sacras para coro e orquestra, entre as quais seis missas dedicadas à mulher do seu novo patrono, o príncipe Nicolaus II. Em 1803 deixa de dirigir e de compor devido a problemas de saúde.
Durante os quase 30 anos que trabalhou na corte da família Esterházy desenvolveu e consolidou muitos dos géneros e recursos que identificam o estilo clássico. Considerado como o “Pai” da sinfonia, a sua produção compreende centenas de obras e abarca praticamente todos os géneros musicais, destacando-se mais de 100 sinfonias e 83 quartetos de cordas. Na mostra agora patente podem ser apreciadas primeiras edições e cópias manuscritas da época de obras de Haydn, assim como publicações sobre o compositor, provenientes dos diversos fundos e colecções da Biblioteca Nacional de Portugal. Especial relevo é, ainda, conferido à produção da ópera L'isola desabitata pelo Teatro Nacional de São Carlos em 1997, de que se apresentam trajes utilizados pelos cantores e uma maquete, à escala, do palco deste teatro, onde pode ser visionada uma gravação do espectáculo.
Retirado do site da Biblioteca Nacional de Portugal

teste




Isto é uma versão de teste do nosso blogue que se irá dedicar à divulgação de livros e crítica de livros.